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Até quando? Cemitérios públicos de Formosa vivem cenário de abandono, insegurança e desrespeito à população

 

O abandono chegou até a última morada. Quem visita os cemitérios públicos de Formosa encontra um cenário que revolta e entristece. Mato alto, lixo espalhado, túmulos abertos, restos de materiais de construção e até cadáveres expostos à vista de quem passa evidenciam um grave problema de manutenção e respeito com a memória daqueles que já partiram.

No Cemitério Cruz das Almas, na saída para Planaltina (GO), o cenário é de completo descaso. Grandes quantidades de lixo, telhas, madeiras e diversos materiais descartados irregularmente ocupam áreas do cemitério. O mato tomou conta de vários túmulos, dificultando a identificação das sepulturas e comprometendo a dignidade do local. Em alguns pontos, a situação é ainda mais preocupante, com a exposição de restos mortais, uma cena que causa indignação e sofrimento às famílias que vão prestar homenagens aos seus entes queridos.

No Cemitério Central, a realidade não é diferente. Além da falta de limpeza e do acúmulo de lixo, há túmulos abertos, estruturas danificadas e sinais evidentes de abandono. Outro problema grave é a falta de segurança. Relatos de vandalismo são constantes, aumentando ainda mais o sentimento de insegurança e desrespeito enfrentado pelas famílias que frequentam o local.

Cemitérios são espaços de memória, respeito e dignidade. No entanto, em Formosa, esses locais parecem ter sido esquecidos pelo poder público. O abandono não afeta apenas a estrutura física, mas também fere o sentimento de quem visita seus familiares e espera encontrar um ambiente minimamente preservado.

Os questionamentos são inevitáveis:

 Até quando a população de Formosa terá que conviver com esse cenário de abandono?

 Até quando famílias serão obrigadas a visitar túmulos cercados por mato, lixo e insegurança?

Como explicar a existência de túmulos abertos e até restos mortais expostos em um espaço que deveria ser tratado com respeito?

Onde está a manutenção dos cemitérios públicos do município?

 Quais providências serão adotadas para garantir limpeza, segurança e dignidade nesses locais?

Enquanto essas respostas não chegam, permanece a sensação de que nem mesmo a última morada foi poupada pelo abandono.

REPORTAGEM/MATÉRIA: Evelin Rodrigues

PRODUÇÃO AUDIOVISUAL: Marcos Fellype

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