Um vídeo publicado pela prefeita Simone Ribeiro nesta quarta-feira (6) movimentou as redes sociais e abriu um intenso debate entre moradores de Formosa sobre prioridades da gestão pública e o futuro dos eventos culturais no município.
Durante o pronunciamento, Simone afirmou que a cidade enfrenta dificuldades econômicas e declarou que a Prefeitura não deverá mais realizar festas que demandem recursos públicos. Segundo ela, a decisão foi tomada para priorizar investimentos considerados essenciais, como operações tapa-buracos, melhorias estruturais e pequenos investimentos em áreas estratégicas da cidade.
“Vocês sabem das dificuldades econômicas que o nosso município enfrenta”, afirmou a prefeita no vídeo.
A declaração gerou uma onda de críticas nas redes sociais. Moradores passaram a questionar principalmente como ficará a administração das verbas destinadas às áreas culturais e turísticas, além do impacto que a ausência de eventos pode causar na economia local.
O debate ganhou força porque recursos públicos possuem destinações específicas dentro do orçamento municipal. Em muitos casos, verbas voltadas à cultura e ao turismo não podem simplesmente ser utilizadas em outras áreas sem planejamento, remanejamentos legais ou adequações administrativas.
Internautas também destacaram que festas populares e eventos culturais costumam movimentar diversos setores da cidade, gerando renda para ambulantes, artistas locais, comerciantes e trabalhadores informais.
Após a repercussão do vídeo, outro assunto passou a chamar atenção nas redes sociais. Um comentário feito por um morador no perfil oficial da Prefeitura teria sido removido pouco tempo depois da publicação. Além disso, diversos internautas passaram a alegar que foram bloqueados no perfil oficial após criticarem ou questionarem a decisão anunciada pela gestora.
As situações ampliaram ainda mais o debate online e levantaram discussões sobre liberdade de opinião e a relação entre administração pública e participação popular nas redes sociais.
Até o momento, a Prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre as alegações envolvendo remoção de comentários e bloqueios no perfil institucional.
