O empresário e influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página de fofocas Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal. Ele é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema que inclui lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão.
Por: Evelin Rodrigues.
De acordo com decisão da Justiça Federal de Santos (SP), Raphael é apontado como um dos responsáveis pela divulgação de conteúdos estratégicos em benefício de investigados no caso. Entre eles está o funkeiro MC Ryan SP, que também foi preso na mesma operação.
Segundo as investigações, Raphael atuaria como uma espécie de “operador de mídia” da organização, recebendo quantias elevadas para promover conteúdos positivos e auxiliar na gestão de imagem dos envolvidos.
Além de MC Ryan SP — apontado como líder do esquema e principal beneficiário financeiro — outros dois nomes aparecem na investigação:
•Tiago de Oliveira, que seria o braço-direito do artista, atuando como gestor financeiro e procurador;
•José Ricardo dos Santos, responsável por operações ligadas ao marketing e à movimentação de recursos.
A Justiça aponta ainda que os valores recebidos por Raphael estariam relacionados à promoção de plataformas ilegais de apostas e rifas digitais, além de ações voltadas a amenizar crises de imagem envolvendo os investigados.
Em entrevista à TV Anhanguera, o advogado de Raphael, Frederico Moreira, afirmou que ainda não teve acesso completo às acusações formais contra seu cliente. Ele declarou que a relação entre Raphael e MC Ryan SP se limita à prestação de serviços publicitários por meio da página Choquei.
“A única relação existente entre eles é profissional, ligada à divulgação de conteúdos”, disse.
Nos últimos dias, a página publicou conteúdos destacando o cantor. Em uma das postagens, artistas do funk foram questionados sobre quem seria o mais rico do cenário, e o nome de MC Ryan SP foi o mais citado. Já em outra publicação, a página repercutiu a volta do funkeiro ao topo das plataformas de streaming no Brasil.

O que dizem as defesas
Até a última atualização, as defesas de Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos não haviam se manifestado.
Já a defesa de MC Ryan SP informou, por meio de nota, que ainda não teve acesso aos autos do processo, que corre sob sigilo. Afirmou também que todas as movimentações financeiras do artista têm origem comprovada e seguem as exigências legais, incluindo o pagamento de tributos.
Os advogados disseram confiar que os esclarecimentos serão apresentados ao longo das investigações e que a verdade dos fatos será demonstrada.